segunda-feira, 15 de agosto de 2016

NUTRIENTES NÃO ESSENCIAIS E DIETA

Nutrientes Não Essenciais

Os nutrientes que podem ser formados no corpo são conhecidos como nutrientes não essenciais. Um bom exemplo é a glicose, um carboidrato simples. Embora possamos obtê-la dos alimentos, o corpo também pode fabricá-la a partir de proteínas e de parte de gordura quando necessário.
A glicose é muito importante para a produção de energia durante o exercício, e, embora o corpo possa produzir certa quantidade, a taxa de produção não atende às exigências de energia durante esforço moderado ou intenso. Assim, a glicose pode ser um nutriente vital para certos tipos de atividade física, mas não é essencial para a vida.
Além dos nutrientes essenciais e dos não essenciais, uma ampla variedade de não nutrientes pode estar envolvida em vários processos metabólicos. Esses não nutrientes incluem os que são encontrados naturalmente nos alimentos e os que podem ser acrescentados, intencionalmente ou não, durante o seu preparo. Alguns não nutrientes, como a creatina, podem ser comercializados na forma de suplemento nutricional com o intuito de melhorar a saúde e o desempenho esportivo.
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Dieta Bem Balanceada

Uma dieta bem balanceada deve conter quantidades adequadas dos nutrientes essenciais, proteína, gordura, carboidratos, vitaminas, minerais e água. Algumas pessoas se concentram no consumo de um grupo alimentar e se esquecem dos outros. Como consequência não conseguem muitos ganhos ou ficam gordos. É o caso daqueles que consomem excessivas quantias de carboidratos com o intuito de ganhar peso, e ganham, mas em gordura.
Embora todos precisem de nutrientes essenciais e energia, as proporções diferem conforme a fase da vida. A criança tem necessidades diferentes das do avô, e a gestante tem necessidades distintas de sua filha adolescente. As necessidades também variam conforme o sexo. Além disso, variações individuais do estilo de vida podem determinar diferentes exigências de nutrientes. Um corredor de longa distância em treinamento para uma maratona tem necessidades nutricionais um tanto diferentes das de um sedentário. O indivíduo que tenta perder peso precisa equilibrar as perdas calóricas com a adequação de nutrientes. A pessoa que deseja ganhar peso precisa aumentar o nível de nutrientes de forma equilibrada, para ganhar músculos, e não gordura. Assim, há inúmeras condições que podem influenciar as necessidades de nutrientes e o conceito de dieta balanceada.

Com uma dieta balanceada é possível atingir os objetivos que queremos em nosso corpo com qualidade.

ALIMENTOS E NUTRIENTES

Que Alimentos Consumir para Obter os Nutrientes que Preciso?

Ao longo dos anos, inúmeras abordagens têm sido usadas para transmitir o conceito de dieta balanceada e ajudar as pessoas a selecionarem alimentos com quantidades suficientes de todos os nutrientes essenciais. Em essência, os alimentos que contêm nutrientes semelhantes foram agrupados em categorias.
Antigamente, os alimentos eram agrupados nos Sete Básicos ou nos Quatro Grupos Alimentares Básicos, mas hoje existe um consenso de que se deve agrupar os vários nutrientes em seis categorias.
Embora cada guia possa utilizar uma terminologia diferente, as seis categorias são: (1) leite, iogurte e queijo; (2) carne, aves, peixe, ovos, leguminosas e oleaginosas; (3) pão, cereais, arroz e massas; (4) vegetais; (5) frutas e (6) gorduras, óleos e doces.
Utilize o Guia da Pirâmide Alimentar para ajudar você a comer melhor. Comece com bastante pão, cereais, arroz, massa, vegetais e frutas. Acrescente duas ou três porções do grupo do leite e duas ou três porções do grupo das carnes. Cada um desses grupos fornece uma parte, não o total dos nutrientes que você precisa. Não existe grupo alimentar mais importante que o outro, você precisa consumir todos. Não exagere no consumo de gorduras, óleos e doces, ou seja, os alimentos no topo da pirâmide.
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Carboidratos

Os carboidratos são combustíveis perfeitos para o corpo e o cérebro. Embora a maioria das pessoas consiga obter a quantidade necessária por meio dos alimentos, os atletas muitas vezes precisam usar suplementos para suprir uma necessidade maior do seu organismo.
Um grama de carboidrato contêm 4 calorias. Os carboidratos podem ser convertidos em glicose (desejado) ou gordura (indesejado). Eles são divididos em duas categorias, carboidratos complexos e carboidratos simples.
Os carboidratos simples são facilmente absorvidos pelo intestino e utilizados como principal fonte de energia pelo organismo. Estes são absorvidos facilmente por possuir uma pequena cadeia química, que facilita esse processo. Alguns exemplos são açúcar de mesa, geleias e frutose.
Os carboidratos complexos, tais como batata, arroz, pão, macarrão, etc., possuem uma grande cadeia química e requerem mais tempo para serem absorvidos pelo intestino.
Ambos os carboidratos serão transformados em glicose no intestino, para que assim possam ser absorvidos pela corrente sanguínea.
Depois de transformados em glicose no intestino ligam-se a molécula de oxigênio transformando-os em glicogênio. Este é armazenado na corrente sanguínea, nos músculos e nos órgãos internos (principalmente no fígado). Tão logo as três primeiras áreas de depósito estejam completas, a quantidade excessiva de carboidratos passa a ser armazenada em forma de gordura; portanto é necessário saber quanto e que tipo de carboidrato devemos consumir; Caso contrário toda sua massa muscular ficará encoberta por um cobertor de gordura, de forma que ninguém nem você a irá ver. Isso ocorrerá com muita facilidade, porque armazenar gordura é o melhor que o corpo humano sabe fazer.

Alimentos Ricos em Carboidratos


Dos seis grupos alimentares, as de amido (pães, massas, cereais, etc...), frutas e vegetais são as que mais fornecem carboidratos. Você deve se lembrar de que esses três grupos alimentares representavam a base do Guia da Pirâmide Alimentar. Alguns alimentos dos grupos da carne e do leite contêm quantidades de carboidratos que vão de moderadas a altas.

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NUTRIÇÃO

INTRODUÇÃO À NUTRIÇÃO
Introdução
1. Definições
1.1. Nutrição
É a ciência que estuda os alimentos quanto a sua composição química e o seu aproveitamento no organismo humano. É um processo involuntário e inconsciente que abrange a digestão, absorção, utilização dos nutrientes e a excreção.

1.2. Alimentação
É um processo voluntário e consciente pelo qual o ser humano obtém os alimentos.

2. Sistema Digestório Humano
2. Sistema Digestório Humano
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3. Nutrientes

São substâncias químicas com funções específicas e que funcionam associadamente.

São eles:
·         Carboidratos,
·         proteínas,
·         lipídios,
·         vitaminas,
·         sais minerais e
·         água.

4. Leis de Pedro Escudero

1ª Quantidade - Tem relação com a quantidade de alimentos que uma dieta oferece, devendo ser suficiente para atender as necessidades calóricas do organismo humano.
2ª Qualidade - Refere-se à alimentação ser planejada de forma a conter todos os princípios nutritivos necessários à saúde.
3ª Harmonia – Relaciona-se à quantidade em que os nutrientes estarão na alimentação, devendo guardar proporções adequadas entre si.
4ª Adequação – Refere-se à alimentação estar adequada às condições de cada indivíduo, ou seja, compatível com sua idade, sexo, atividade física , hábitos e condição sócio-cultural.
5. Fatores que interferem nas necessidades de Nutrientes na alimentação As necessidades energéticas do indivíduo variam em função de:
·         Idade;
·         atividade;
·         estado patológico;
·         sexo;
·         estado fisiológico
·         biótipo.


Princípios Básicos da Nutrição

O que comemos pode ter um efeito significativo sobre nossa vida. Os alimentos que ingerimos contêm vários nutrientes que nos sustentam, fornecendo energia, promovendo crescimento e desenvolvendo e regulando os processos metabólicos. Basicamente, a nutrição é planejada para otimizar essas propriedades dos nutrientes e de outras substâncias encontradas nos alimentos.
“Você é aquilo que come” é uma frase popular, e estamos cada vez mais conscientes de suas implicações tanto para a saúde como para o desempenho físico.
A seleção cuidadosa de alimentos naturais e integrais pode fornecer a quantidade adequada de nutrientes para aumentar as fontes de energia, formar e reparar tecidos e regular os processos corporais. Entretanto, a má escolha dos alimentos e, consequentemente, a ingestão desequilibrada de alguns nutrientes, pode contribuir para o desenvolvimento de sérios problemas a saúde, e com certeza, um corpo indesejado.

Nutrientes Essenciais

 
São seis as classes de nutrientes consideradas necessárias a nutrição humana: carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas minerais e água.
Em relação à nutrição, o termo nutrientes essenciais se aplica aos nutrientes de que o corpo precisa mas não consegue produzir de forma nenhuma, ou não os produz em quantidades adequadas. Assim, em geral eles devem ser obtidos dos alimentos.

Alguns alimentos como pão integral, podem conter todas as seis classes de nutrientes, enquanto outros, como o açúcar refinado, contêm apenas uma. Entretanto, o pão integral não pode ser considerado um alimento completo porque não apresenta equilíbrio entre todos os nutrientes essenciais.
O corpo humano exige quantidades substanciais de alguns nutrientes, principalmente daqueles que podem fornecer energia e proporcionar o crescimento e desenvolvimento dos tecidos corporais, sobretudo os carboidratos, as gorduras, as proteínas e a água. Eles são chamados de macronutrientes porque a exigência diária é superior a alguns gramas. A maioria dos nutrientes que ajudam a regular os processo metabólicos, principalmente vitaminas e minerais, são necessários em quantidades muito menores (normalmente mili ou microgramas), sendo conhecidos como micronutrientes.
Os nutrientes essenciais são imprescindíveis à vida humana; porém, uma ingestão inadequada pode levar a distúrbios do metabolismo corporal, a doenças ou à morte. Por outro lado, o excesso de certos nutrientes também pode perturbar o metabolismo e até mesmo causar a morte.


domingo, 7 de agosto de 2016

O BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS

O Brasil conquistou suas primeiras medalhas em jogos olímpicos em 1920; desde então, dezenas foram conquistadas, tanto ouro, como prata e bronze.
Muito embora os Jogos Olímpicos da Era Moderna tenham tido início em 1896, as primeiras medalhas conquistadas pelo Brasil em Jogos Olímpicos de Verão ocorreram apenas em 1920, nos Jogos de Antuérpia. A seguir será apresentada uma tabela com os Jogos Olímpicos e o quadro de medalhas conquistadas pelo Brasil a cada edição dos Jogos.
AnoCidade-SedeOuroPrataBronze
1920Antuérpia111
1948Londres001
1952Helsinque102
1956Melbourne/Stocolmo100
1960Roma002
1964Tóquio001
1968México012
1972Munique002
1976Montreal002
1980Moscou202
1984Los Angeles152
1988Seul123
1992Barcelona210
1996Atlanta339
2000Sidney066
2004Atenas523
2008Pequim348
Jogos de 1920 – As medalhas foram conquistadas por Guilherme Paraense, na pistola rápida (ouro); Afrânio da Costa, na pistola livre (prata); e Guilherme Paraense, Afrânio da Costa, Sebastian Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade, na pistola em equipe (bronze).
Jogos de 1948 – Conquistou a medalha de bronze com a equipe masculina de basquetebol, composta por: Alberto Marson, Alexandre Gemignani, Alfredo Rodrigues da Mota, Affonso de Azevedo Évora, João Francisco Brás, Luís Benvenuti, Marcus Vinícius Dias, Massinet Sorcinelli, Nilton Pacheco de Oliveira, Ruy de Freitas e Zenny de Azevedo.
Jogos de 1952 – A medalha de ouro foi conquistada no salto triplo por Adhemar Ferreira da Silva. O primeiro bronze também veio do atletismo, no salto em altura, de José Telles Conceição, enquanto o segundo bronze foi conquistado por Tetsuo Okamoto, nadando os 1.500m livres.
Jogos de 1956 – A única medalha dessa edição dos Jogos foi conquistada novamente por Adhemar Ferreira da Silva, em prova de salto triplo.
Jogos de 1960 – As duas medalhas de bronze foram conquistadas na natação e no basquetebol. Manoel dos Santos venceu a prova dos 100 metros livres. A seleção de basquete, responsável pela aquisição da medalha, foi composta por: Algodão, Amaury, Wlamir, Mosquito, Édson, Fernando, Jathyr, Rosa Branca, Sucar, Moyses, Waldemar e Waldyr.
Jogos de 1964 – Mais uma vez o basquete alcançou o terceiro lugar na competição. O time, dessa vez, foi composto por: Amaury, Wlamir, Mosquito, Rosa Branca, Jathyr, Edson Bispo e Sucar, Ubiratan, Friedrich Wilhelm Braun, Victor Mirschawka, Sérgio Machado e Edvar Simões.
Jogos de 1968 – O melhor resultado brasileiro veio, mais uma vez, com o salto triplo, mas agora quem disputava era Nelson Prudêncio. Os dois bronzes vieram do boxe, com Servílio de Oliveira, e da vela, disputada por Reinald Conrad e Burkhard Cordes.
Jogos de 1972 – As duas medalhas conquistadas foram o bronze. Uma delas por Nelson Prudêncio, no salto triplo, e a segunda com o judô, na categoria meio-pesado, por Chiaki Ishii.
Jogos de 1976 – Mais uma vez o salto triplo foi responsável pelo pódio brasileiro, mas dessa vez, com João do Pulo. A outra medalha de bronze veio da vela, com Reinald Conrad e Peter Ficker.
Jogos de 1980 – As duas medalhas de ouro vieram da vela, com Alexandre Welter e Lars Bjorkstrom e com Marcos Pinto Rizzo Soares e Eduardo Penido. Os bronzes vieram com João do Pulo, no salto triplo, e com a equipe de revezamento 4 x 200m na natação, formada por Jorge Fernandes, Marcus Mattioli, Ciro Delgado e Djan Madruga.
Jogos de 1984 – Ouro conquistado no atletismo, nos 800m rasos, por Joaquim Cruz. O voleibol e o futebol masculinos levaram a prata, assim como Ricardo Prado, nos 400m medley (natação), Torben Grael e Daniel Adler, na vela e Douglas Vieira, no judô. Aliás, o judô também foi responsável pelos dois bronzes, com Walter Carmona e Luís Onmura.
Jogos de 1988 – Aurélio Miguel, no judô, foi o responsável pelo único ouro brasileiro. Já as pratas foram conquistadas por Joaquim Cruz, nos 800m rasos, e pelo futebol masculino. Robson Caetano, nos 200 rasos, Torben Grael e Nelson de Barros Falcão, na vela, e Lars Grael e Clinio Freitas, também na vela, ganharam o terceiro lugar.
Jogos de 1992 – O vôlei masculino e o judô, com Rogério Sampaio, ganharam ouro. Já a prata foi alcançada por Gustavo Borges, na natação.
Jogos de 1996 – Foram muitas as medalhas conquistadas pelo Brasil, em Atlanta. Robert Scheidt e Torben Grael e Marcelo Ferreira conquistaram duas medalhas de ouro, em categorias diferentes da vela, assim como o voleibol feminino de praia. Vôlei de praia feminino também levou a prata, junto com Gustavo Borges, na natação, e o basquete feminino. Os bronzes ficaram por conta do vôlei feminino de quadra, duas conquistas na natação, duas no judô, hipismo, vela, futebol masculino e revezamento 4 x 100m no atletismo.
Jogos de 2000 – Nessa edição, o Brasil não conquistou a primeira colocação em nenhuma modalidade, porém levou seis pratas e seis bronzes. As pratas foram no vôlei de praia feminino e masculino, vela, duas no judô e uma no revezamento do atletismo. Basquete, vôlei de praia e vôlei de quadra femininos, vela, hipismo e natação ganharam o bronze.
Jogos de 2004 – Ao contrário de 2000, a edição de 2004 teve cinco ouros brasileiros: vôlei de praia e de quadra masculinos, hipismo e duas conquistas na vela. As mulheres se responsabilizaram pelas medalhas de prata com o voleibol e o futebol. Duas medalhas de bronze foram levadas pelo judô e a terceira pela maratona.
Jogos de 2008 – Ouro conquistado na natação, no salto em distância e no voleibol feminino. Vôlei de quadra e de praia masculinos, futebol feminino e vela ganharam a prata. E por fim, o judô conquistou três de bronze, junto com a natação, o taekwon-do, a vela, o vôlei de praia masculino e o futebol masculino.

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
RONDINELLI, Paula. "O Brasil nos Jogos Olímpicos"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/o-brasil-nos-jogos-olimpicos.htm>. Acesso em 06 de agosto de 2016.