quinta-feira, 24 de julho de 2014

curso:psicologia do esporte (Introdução)

CURSO        PSICOLOGIA DO ESPORTE


Estudando: Introdução à Psicologia do Esporte
Introdução
Vários esforços têm sido feitos na direção de delimitar os campos de atuação do psicólogo, mas ainda existem questões presentes que não se esgotam. Mesmo com o aumento da freqüência de discussões e trabalhos publicados, os estudos realizados referentes ao exercício profissional do psicólogo continuam a apontar para uma limitada percepção das possibilidades de atuação deste profissional (Botomé , 1988).
Segundo o mesmo autor, ainda é presente no reconhecimento da Psicologia enquanto área de conhecimento e campo profissional, o perfil predominante do saber fazer da clínica. Em outras palavras, é como se o aprendizado oferecido nos cursos de formação continuassem enfatizando a herança herdada pela Psicologia do modelo médico, onde as atividades desenvolvidas pelos psicólogos estão muito mais voltadas para o trabalho com indivíduos isolados ou grupos pequenos do que, por exemplo, grandes contingentes populacionais. A prática clínica está tão enraizada nas origens da Psicologia que a própria identidade entre Psicologia e psicoterapia resiste a todo conhecimento produzido nos últimos 50 anos a respeito do que é e pode ser a Psicologia tanto como área de conhecimento como quanto campo (ou campos?) de atuação profissional (Botomé, 1988; p. 276).
Mesmo assim, essa forte ligação, apesar de resistente, não impediu os diversos avanços que têm sido feitos na direção de ampliar a prática do psicólogo para além da clínica. Para Francisco e Bastos (1992), os psicólogos têm buscado consolidar uma atuação que não se restringe mais só às atividades voltadas à mensuração de características psicológicas e intervenção frente a problemas de ajustamento de indivíduos. Não obstante, os órgãos oficiais (Conselhos Federal e Regional de Psicologia), criaram em 2001, o título de especialista reconhecendo não só os campos mais tradicionais da Psicologia (clínica, escolar e organizacional), mas também aqueles que, através de pesquisas, se constituíram nos novos cenários de atuação do psicólogo no Brasil (hospitalar, trânsito, jurídica, esporte, psicopegagogia, psicomotricidade, social e neuropsicologia).
O parágrafo que se segue é um trecho, de um dos temas das discussões, realizadas por comissões, em todos os Conselhos Regionais de Psicologia, em 2000, a respeito da criação do título de especialista, que prova a iniciativa de oficializar campos de atuação da Psicologia até então, desconhecidos do ponto de vista legal.
A especialidade é, portanto, uma decorrência do próprio desenvolvimento da Psicologia em suas diferentes áreas de inserção, tais como hospitais, presídios, creches, fóruns etc. A Psicologia não pode hoje ser vista como uma prática limitada ao consultório, aos recursos humanos e à escola. Sua entrada em setores distintos produz modificações nessas áreas, assim como no saber psicológico. Se desconsiderarmos, estas novas realidades corremos o risco de reproduzir práticas tradicionais que não se adaptem às novas demandas. É fundamental que essas práticas sejam sistematizadas, com vistas à produção de conhecimentos científicos. A criação do registro pode favorecer que profissionais com atuação numa mesma área se unam, reflitam, pesquisem e aprofundem conhecimentos que representem avanços tanto teóricos como práticos para a Psicologia (Jornal de Psicologia; 03- 04/2000).
Após quatro anos da Resolução Nº 002/2001, baixada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em 22 de março de 2001, os problemas referentes à prática profissional do psicólogo prosseguem e estes não dizem respeito só ao campo da Psicologia do Esporte, tema central deste curso. Na verdade, o que se percebe é que o título “garante” o lugar do psicólogo no mercado de trabalho, mas não garante um conhecimento que, a priori, deveria ser adquirido na sua formação, seja ela inicial ou em nível de pós-graduação. E neste sentido, é unânime encontrar em várias obras da literatura que discutem este assunto, autores como Botomé (1988); Francisco e Bastos (1992); Bastos e Achcar (1994) e Duran (1994) que afirmam, apesar de todas as mudanças voltadas a sistematizar a diversidade que permeia a Psicologia enquanto área de conhecimento e campo profissional, a formação ainda é uma questão pendente.

Em citações originais dispostas cronologicamente e por ordem de capítulos (especificamente para aqueles que fazem parte da mesma obra) é possível identificar alguns pontos comuns entre os autores, a respeito do tema levantado: Veja a seguir:

Botomé (1988):

...A formação profissional parece baseada em uma concepção de “modelo pronto de trabalho em Psicologia”. Há uma ausência, na formação, de habilitações para estudar, analisar, elaborar, testar e desenvolver projetos de trabalho profissional a partir de problemas, limitações e dificuldades (p. 277)
...O ensino superior não parece dedicar-se a corrigir a tendência predominante do exercício profissional. Mesmo por que, o currículo parece mais voltado ao ensino de técnicas e modelos de atuação profissional já existentes do que ao desenvolvimento de alternativas de atuação profissional socialmente significativas.
Nem ao menos há, ainda, uma significativa dedicação, na universidade, ao desenvolvimento de conhecimento sobre outras possibilidades de realização do exercício e da profissão. Os modelos de currículo e de ensino ainda enfatizam a “transmissão de conteúdos”, ignorando que essa metáfora (algo “cheio” transmite “conteúdos” a algo vazio) não é um discurso adequado para traduzir o processo que ocorre quando alguém aprende a partir do que faz alguém que ensina...(p. 280-281).
No planejamento da formação do psicólogo e no exame do exercício profissional há pouca clareza sobre a distinção entre as concepções da Psicologia como área de conhecimento, como campo de atuação profissional e como mercado de trabalho. O exercício da profissão e a formação de novos psicólogos, sem essa distinção, correm o risco de não superarem os vários problemas hoje existentes na atividade profissional (p. 281).

Francisco e Bastos (1992):
...Ao se estudarem os vínculos do exercício profissional com o processo de formação, a ênfase normalmente recai nos aspectos curriculares que determinam a existência de um modelo hegemônico de fazeres profissionais que veda a possibilidade de diversificação do exercício da Psicologia. Como fator importante, ao formar psicólogos cujo leque de competências não amplia a sua inserção no mercado e não transforma campo potencial em demanda de serviços- os processos formativos reproduzem o modelo hegemônico e ampliam o isolamento do psicólogo. Como assinalam Weber e Carraher (1982), “existe um consenso de que o currículo vigente no Brasil não reflete o estado atual da Psicologia como ciência e como profissão. Constatam-se defasagens patentes entre o que aqui é ensinado e o que é produzido nos grandes centros intelectuais, bem como entre o que o psicólogo aprendeu e os desafios que afronta cotidianamente na sua prática profissional” (p. 5) (213-214).
...Uma análise das mudanças curriculares nos últimos 20 anos revela a preocupação e, mesmo, as tentativas crescentes de atualização, embora saibamos que muito do modelo tradicional perdura e que, para se empreender uma mudança estrutural, que parece ser a meta, é necessário mais do que repensar carga horária ou substituir disciplinas. Tais mudanças superficiais estão fadadas ao fracasso e certamente não contribuirão para alterações significativas na construção da ciência e prática psicológicas entre nós (p. 214).

Bastos e Achcar (1994):

...É necessário que no curso de formação acadêmica do psicólogo sejam rompidos os limites que o aprisionam a uma formação fragmentada e tecnicista ou que o preparem para reproduzir formas extremamente limitadas de enfrentar um reduzido leque de problemas (p. 325).
...A mudança na formação não pode se reduzir ao plano dos conteúdos ou conhecimentos, mesmo que a sua ampliação dê conta dos novos contextos, clientelas e problemas com os quais o psicólogo passou a se deparar (p. 325).

Duran (1994):
...Muito do que tem sido dito ou escrito convence da necessidade de reformas no plano de formação. O quadro que se revela, a partir dos resultados e reflexões constantes dos trabalhos até aqui expostos, nos mostra uma profissão em processo de transformação e necessitando revisão em seus modos de formação profissional. Tal revisão implica novas atitudes em relação ao conhecimento, a sua produção, ao exercício da profissão e, naturalmente, ao processo formador. Não se esgota em qualquer procedimento discreto, mas supõe um processo abrangente em que instituições em vários níveis no âmbito da educação e no âmbito profissional, nos limites de suas competências, promovam as avaliações e as medidas que possam contribuir para aproximar a formação profissional das exigências sociais que a derivam condicionar (p. 368).
Baseando-se nas citações acima, fica claro que, desde aquela época, já existia uma necessidade emergente na Psicologia, não só do reconhecimento de novas áreas, mas, principalmente, da reestruturação das diretrizes de formação do psicólogo. Todos os autores, sem exceção, apontavam para a necessidade de mudanças emergentes, destacando entre elas: o abandono ao modelo hegemônico, que acaba dificultando ao psicólogo a possibilidade de ampliar sua inserção no mercado e transformar seu campo potencial em demanda de serviços; uma mudança estrutural no modelo de formação que não se reduza apenas a repensar a carga horária ou substituir disciplinas (Francisco e Bastos, 1992) e, um processo abrangente em que instituições, em vários níveis no âmbito da educação e profissional, possam promover avaliações e medidas que venham contribuir para aproximar a formação profissional das exigências sociais que a deveriam condicionar (Duran, 1994).
Os autores, Bastos e Achcar (1994), acrescentavam, também, que o fato de se discutir formação em nível de graduação, não necessariamente implicaria que só o mesmo teria que dispor de condições para preencher essas lacunas já que, dada a diversidade de problemas e contextos que o psicólogo encontrava e encontra até hoje, a mesma não conseguiria ser contemplada em toda a sua extensão num curso no nível de graduação.
Mesmo porque, entende-se que a formação dada pelos cursos universitários deve ou deveria constituir a base de conhecimento para formar um profissional, e não se tornar o único recurso responsável na aquisição do mesmo, que surge, posteriormente, na vida de um profissional quando este se depara com novas necessidades produzidas pela dinâmica do mundo e dos indivíduos que fazem parte dele.
Sendo assim, diante dessas e outras mudanças emergentes apontadas pelos autores e pela própria Psicologia , em 12 de Abril de 2004, através da Resolução CNE/CES6 Nº 87, foram aprovadas as novas Diretrizes Curriculares do curso de Psicologia, que propõem, hoje, como bases de formação do psicólogo desenvolver competências e habilidades profissionais, em substituição à tradição curricular baseada na enunciação de disciplinas e conteúdos programáticos, que se expressaram historicamente na obrigatoriedade de um currículo mínimo (Maluf e cols, 2003; p. 9). É, também, papel da formação atual desenvolver forte compromisso com a perspectiva científica e com o exercício da cidadania, assegurar postura ética, garantir visão integrada dos processos psicológicos e permitir a ampliação dos impactos sociais dos serviços psicológicos prestados à comunidade (p. 9).
Em outras palavras, pode-se afirmar, que a aprovação das novas Diretrizes Curriculares significa não só o resultado dos esforços que foram feitos na direção da reestruturação dos cursos de Psicologia, mas também, a possibilidade de reflexão sobre estes esforços, discutindo suas implicações e influências, principalmente, no campo da Psicologia do Esporte, já que isolar os reflexos dessa reestruturação da área em relação à própria estruturação deste campo seria inevitável ou, no mínimo, impossível.
Neste sentido, não basta apenas olhar para o processo de crescimento da Psicologia do Esporte no Brasil que, como já apontado, anteriormente, é visível. É necessário sim, mergulhar em sua história buscando identificar e entender em que bases os saberes que caracterizam seu campo de intervenção foram construídos e quais as competências exigidas no fazer profissional do psicólogo esportivo. Afinal, como profissão relativamente nova, muito dos saberes da Psicologia do Esporte ainda estão se consolidando no nível da ciência e isto influi no seu fazer, o que significa que ainda há muitas divergências de dados, de teorias, de modelos, insuficientemente pesquisados que necessitam maior aprofundamento. Além do que, a realidade também tem demonstrado que os próprios psicólogos e estudantes de Psicologia ainda reagem com certa estranheza à possibilidade de trabalhar, por exemplo, junto a uma quadra de tênis ou campo de futebol.
No entanto, há de se considerar que o esporte não é, hoje, apenas um espetáculo onde os indivíduos vivenciam superações e se realizam, mas é, também, um meio no qual os atletas incorporam papéis que se misturam a sua própria identidade, ao seu próprio self.
O que torna possível afirmar que existe um elemento neste cenário, que está além da habilidade motora, o chamado fenômeno psicológico, co-responsável pela produção de ações e reações que mobilizam não só atletas, mas todos aqueles que direta ou indiretamente estão envolvidos com o esporte. E é este o fenômeno, que tem sido responsável por reformular, segundo Bastos e Achcar (1994), os esquemas conceituais que embasam a atuação profissional do psicólogo, não só no campo da Psicologia do Esporte, mas em outros campos de atuação.
Para os autores, o traço distintivo de tal mudança consiste na busca de compreender o indivíduo e os fenômenos psicológicos de forma integrada a outros fenômenos, especialmente aqueles de cunho social, cultural e político (p. 305-306).
Ou seja, o que muda na intervenção do psicólogo esportivo é apenas o tipo de atividade trabalhada – o esporte – e os requisitos que são necessários ao bom desempenho do profissional da área. A prática do psicólogo esportivo se assemelha às demais atividades de psicólogos que lidam com a questão do trabalho, mudando, portanto, apenas o cenário (Bonfim, 1994, p. 275).
Mas, se a “única” mudança que o psicólogo enfrenta para trabalhar no campo da Psicologia do Esporte é seu “locus de intervenção”, como relata Bonfim (1994), por que ainda existem tantos equívocos a respeito de profissionais, que acabam exercendo funções que só caberiam ao psicólogo ou psicólogos do esporte e a mais ninguém? Ou ainda, por que a maioria das equipes esportivas e atletas continua privada da intervenção deste profissional?
Talvez a resposta que se pretende fornecer, ao longo deste trabalho, não seja tão “simplista” ou “ingênua” quanto diria, tenha sido a dada por Bonfim (1994). Ao contrário.

Até o momento, algumas hipóteses já foram levantadas, entre elas, a contradição existente entre a demanda de veículos de formação e informação oferecidas aos profissionais e as queixas destes mesmos profissionais sobre a dificuldade de encontrar formação e informação adequadas para aprimorar seu conhecimento neste campo; a re-estruturação da própria Psicologia enquanto área de conhecimento e enquanto campo de intervenção, que passa, necessariamente como já mencionado, pela reforma curricular dos cursos de formação inicial e, por que não dizer, dos cursos de formação lato e stricto-sensu. Em outras palavras, talvez antes de se perguntar o porquê de muitos profissionais assumirem funções ou intervenções que, legalmente, não lhes pertence, seja necessário perguntar o quê, na verdade, faz um psicólogo do esporte, quais são suas funções e, em que competências essas funções estão alicerçadas.

PLANO DE CURSO ANUAL.2014 EDUCAÇÃO FÍSICA

Unidade Escolar: Escola Estadual Tiradentes
Nível de Ensino: Ensino Fundamental II
Série 6
Área  de conhecimento:Linguagens e códigos
Disciplina: Educação Física
Docente: José Robério Oliveira da Silva

PLANO DE CURSO - 2014
Segunda
Unidade
Habilidades Aspectos cognitivos/sócio formativos
Transversalidade/Diálogos Possíveis/Tema Gerador
Conhecimentos/Conteúdos
Metodologia
Avaliação / aprendizagem significativa
Resultado alcançado ao final da unidade




II unidade



Teoria e Pratica Sobre a Educação Física

-Os Temas Serão Definidos pela Escola de Acordo com o Cronograma de Ações.

TEXO TEÓRICO:

1-Breve História da Educação Física

2-Importância dos Alongamentos

3- História e regras do futsal

4-*Pratica-Exércicios Físicos e Fundamentos de esportes
Os Conteúdos Propostos Serão Apresentados Escrito ou  Oral,Discutido,Experimentado,Corridos e Avaliados:Valorizando Experiências e novas iniciativas por parte do grupo Envolvido.
Atividades individuais,

Atividades em grupos,

Participação e desempenho da atividade Física em quadra,
ou outros.

Interesse,Aprendizado e aprovação.







III unidade



Teoria e Pratica Sobre a Educação Física

-Os Temas Serão Definidos pela Escola de Acordo com o Cronograma de Ações.

TEXO TEÓRICO:

1-Dez alimentos essenciais para desportistas,

2-Breve História do handebol

3-Regras do Handebol

*Pratica-Exercicios Físicos e Fundamentos de Handebol.

Os Conteúdos Propostos Serão Apresentados Escrito ou  Oral,Discutido,Experimentado,Corridos e Avaliados:Valorizando Experiências e novas iniciativas por parte do grupo Envolvido.
Atividades individuais,

Atividades em grupos,

Participação e desempenho da atividade Física em quadra,
ou outros.

Interesse,Aprendizado e aprovação.




IV unidade



Teoria e Pratica Sobre a Educação Física

-Os Temas Serão Definidos pela Escola de Acordo com o Cronograma de Ações.

TEXO TEÓRICO:

1.0-Volei
História.
2.0-Iniciação desportiva-
Conceito.

*Pratica-Exercicios Físicos e Fundamentos de Volei.

Os Conteúdos Propostos Serão Apresentados Escrito ou  Oral,Discutido,Experimentado,Corridos e Avaliados:Valorizando Experiências e novas iniciativas por parte do grupo Envolvido.
Atividades individuais,

Atividades em grupos,

Participação e desempenho da atividade Física em quadra,
ou outros.

Interesse,Aprendizado e aprovação.
OBS:ESTE PLANO DE ENSINO ESTÁ SUJEITO A ALTERAÇÕES.



OS 4 TEMPERAMENTOS

Temperamentos Transformados Pela Atuação do Espírito Santo


Nosso temperamento é parte permanente da nossa personalidade, e ele ficará conosco do começo ao fim de nossa vida. Ele poderá modificar-se um pouco durante certos períodos de nossa vida, à medida que amadurecemos, passando da infância à juventude, e daí para a vida adulta. O temperamento explica nosso comportamento, mas não deve servir de desculpas para ele. Sendo parte de nossa natureza humana, ele deve ser controlado por nosso espírito (Gn 4:7; 1 Co 9:25). Os temperamentos básicos não se modificam. Entretanto, seus pontos negativos podem ser disciplinados, reorientados e até corrigidos com o auxílio do Espírito Santo. Teremos que determinar quais são os aspectos de nosso temperamento que interferem como nosso desenvolvimento espiritual, e depois iniciar uma renovação do Espírito Santo para superar estas fraquezas. A idéia de reconhecer os pontos positivos e negativos de cada temperamento ajuda-nos a compreender a nós mesmos e aos outros, de forma bem melhor. Quando entendemos que, pelo Espírito Santo, nossas fraquezas podem ser modificadas, passamos a revestir-nos das características do temperamento controlado pelo Espírito Santo.
DEFINIÇÃO
Temperamento é o estado fisiológico, ou constituição particular do corpo. Constituição moral: índole, têmpera. Temperamento é o conjunto das disposições orgânicas que constitui cada natureza face dos mesmos estímulos externos.
CARACTERES DO TEMPERAMENTO
O temperamento é inato: a criança já nasce com um determinado temperamento, embora este muito tarde se manifeste. O temperamento é mais profundo do que nossa consciência. É um poder inconsciente que opera sem cessar e automaticamente. Porque o temperamento tem sua raiz em nossa subconsciência, tem um efeito inevitável em nossa vida consciente, em nossas emoções, intelecto e vontade.

O temperamento é imutável: não só a pessoa já nasce com um tipo de temperamento como também este a acompanha até a morte. E não é possível transformar-se o temperamento de um indivíduo nem pela medicina, nem pelo exercício físico e nem pela educação. Ninguém pode transformar seu temperamento, mas pode dominá-lo, pode controlar-se, de maneira a não se deixar levar pelos seus primeiros impulsos temperamentais.
TIPOS PSICOLÓGICOS
Um psicólogo chamado Jung se preocupou em estudar a comunicação entre as pessoas a fim de que possamos nos orientar melhor dentro dos quadros de referência do outro. Na sua experiência do dia a dia, ele percebeu que a presença do seu próximo é um desafio constante. O ouro não é tão semelhante a nós conforme desejaríamos. Não é raro ouvir o marido irritado dizer que não entende a esposa e a mãe queixar-se de absolutamente desconhecer a própria filha. Também nas relações de amizade e de trabalho surgem freqüentes desentendimentos que deixam cada pessoa perplexa face às reações do outro.

Jung descobriu duas atitudes básicas no comportamento do homem que estão intrinsecamente ligadas ao temperamento. Estas atitudes são: INTROVERSÃO E EXTROVERSÃO.

Na Introversão incluem-se os melancólicos e fleumáticos. Na extroversão incluem-se os sangüíneos e coléricos.

Introversão e extroversão são ambas as atitudes normais. A introversão em grau elevado torna-se patológico, da mesma forma que a extroversão excessiva também será característica de estado mórbido.
CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPERAMENTOS
O temperamento sangüíneo:
A atitude básica para com o mundo é da receptividade. As impressões de fora têm uma entrada sem impedimento. Esta abertura para as impressões é explicada pelo fato de as emoções serem mais proeminentes no sangüíneo.

A força do sangüíneo
Ele tem o poder de
 Deus para viver no presente. Todos nós devemos fazer isto, mas raramente o fazemos. Alguns vivem no passado, então são memórias que tomam a sua atenção. Alguns vivem de futuro, então são ansiedades que os pegam. Ambos os tipos impedem de viver uma vida real que é para viver no presente. 

O sangüíneo encontra facilidade para entrar nos sentimentos, pensamentos e interesses dos outros. Isto é por causa da sua aberta receptividade para impressões de fora e sua natureza emocional. Por causa do seu poder de se adaptar, ele anda facilmente e naturalmente entre todos os tipos de pessoas. Intuitivamente ele entra pelos sentidos na vida de outros e seus interesses, é porque isto toca na sua vida emocional, ele pode falar com o povo com verdadeiro entusiasmo;
 

O sangüíneo é terno e simpático. Ele pode verdadeiramente cumprir “Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram”. Por isso é bom encontrarmos com um sangüíneo quando estamos alegres. Ele não destruirá nossa felicidade pelo capticismo, criticismo ou indiferença. Ele está conosco em nossa alegria. Assim também na tristeza, ele chora conosco. Ele entende com o coração o que os outros não podem entender apesar de serem sábios ou firmes em caráter. Assim o sangüíneo tem dons naturais de cuidar dos doentes.
 

Ele tem potencialidades especiais para viver uma vida rica. Tem um olho aberto
para as riquezas da vida. Ele vive, vê, ouve, percebe mais do que os outros. Ele tem um olho para formas, cores, para a natureza, arte, povo, animais e plantas, para o grande e pequeno. Sua vida está cheia não somente com muitas impressões, mas com impressões diferentes e sempre mudando. Por isso nunca tem tempo de ser monótono inerte. 

Fraquezas do sangüíneo
É transitório e muitas vezes superficial. Isto é porque ele é uma pessoa do presente. Uma impressão expulsa a forma da impressão anterior. Como uma borboleta voa de flor em flor, assim sua alma, facilmente movida pelas impressões, voa de uma impressão para outra. Ele goza a impressão enquanto ela dura, mas quando são seguidas novas impressões, ele termina as anteriores. Elas têm servido seu propósito e ele não tem mais uso para elas. Ele pode ser tão amável, alegre quando encontra com um amigo, que se pode pensar que ele não tem outros amigos, mas quando encontra com outro amigo na próxima esquina, ele se apresenta da mesma maneira com que se apresentou ao primeiro amigo. Ele tem a capacidade de interessar outros. Suas emoções são facilmente agitadas.

Ele é inconstante. Não queremos dizer que ele é falso ou hipócrita e muito menos mentiroso ou irresponsável. Nada disso. Sem desejar, ele esquece suas promessas e seus deveres porque no momento está certo para cumprir, mas logo estes interesses são esquecidos. Sua vida consiste em propósitos bons, porém incompletos. 

Sugestões para ajudar o sangüíneo na vida espiritual:
O sangüíneo é facilmente plasmado pelo ambiente, é fácil para ele captar os sentidos dos outros. Se um sangüíneo mora com crentes, logo ele entra naquele ambiente até contribuindo na sua conversão espiritual. Ele é aberto e receptivo para impressões. Assim, ele sente emoções, por ex., o amor de
 Deus, o sofrimento de Cristo na cruz. Tudo progride depressa e facilmente, como o Senhor falou de semente que caiu em pedregais (Mt 13:5-6,20,21). Logo nasceu, mas queimou-se porque não tinha raiz. “Logo recebe com alegria”. A conversão é difícil para ele. Em Lc 9:57-62, vimos vários sangüíneos. O Senhor os ajudou constrangendo-os a fazer uma escolha. Isto é o de que o sangüíneo precisa para ser levado a fazer a escolha, porque seu grande interesse em Cristo basta para ele, pensando isto ser suficiente e desta maneira evita fazer a escolha. 

Até depois da sua conversão, o sangüíneo terá dificuldades. Ser constante diariamente para ele vai ser difícil; ser firme e constante na oração, na leitura, por causa das outras coisas, interesses que entram na sua vida.
 

Disciplina própria para o sangüíneo:
O primeiro dever é esclarecer que é nosso temperamento que impede de nos chegar a
 Deus e que causa dano na nossa vida. Com honestidade, tem que pelejar contra esta dificuldade 

As falhas do sangüíneo são abertas para todos fora dele. Nele falta firmeza espiritual, domínio próprio, é facilmente intoxicado por todas as experiências e perde a firmeza e estabilidade, coerência e a continuidade na sua vida. Logo, orar por ele é crucial para que o Espírito Santo desça sobre ele e lhe dê domínio próprio, firmeza espiritual e todos os outros dons que o Espírito quiser lhe dar.
 

Ele precisa de treinamento com perseverança (1 Co 9:27). Um sangüíneo bem disciplinado torna-se um bom e valioso crente.
 
O temperamento melancólico
Aqui, como no sangüíneo, sentimentos são as coisas principais na alma. Impressões de fora causam as mais fortes operações. Ele não deixa tantas impressões entrarem como o sangüíneo, logo que entram, ele começa a pensar, refletir, ponderar. O sangüíneo pensa pouco ou reflete pouco. Impressões entram e em pouco tempo são vencidas ou cobertas por novas impressões. O melancólico escolhe as impressões. Especialmente as impressões que têm relação com a sua pessoa. E quando ele é desanimado, dá preferência àquelas impressões que dão remorso e tormento. Ele guarda bem e relembra sempre. Fica remoendo as emoções, as impressões.

Como o sangüíneo é de temperamento alegre, o melancólico é o de sofrimento, tristeza. O que ajuda a causar seu sofrimento não é somente pensar em si, mas sua tendência inata para julgar, avaliar todas as impressões que ele recebe de fora. Ele compara tudo com o ideal que ele tem na sua alma, seja o que for que ele encontre: um cavalo, uma cadeira, uma pessoa, etc., imediatamente ele compara essa nova experiência com seu alto ideal. Naturalmente ele é decepcionado. O resultado é que o presente tem pouco interesse para ele. E ele passa tanto deste mundo quanto para o mundo de pensamentos e sonhos. Lá ele vive do passado ou do futuro.

A força do melancólico
Ele tem uma alma de alta qualidade e rica. Sua alma não é somente admirável, mas profunda, portanto, muitos dos grandes artistas são deste tipo.
 

Ele é profundo e completo, não gosta de superficialidade. Mas nas coisas que ele tem interesse estuda de forma profunda e completamente
 

Tem uma limitação: aqui também é diferente do sangüíneo. O sangüíneo está interessado em tudo e começa muitas coisas e deixa sem completar. O melancólico tem poucos interesses, mas dá tempo para todos. Ele tem disciplina sobre si mesmo
 

Sua fidelidade: fiel aos poucos. O sangüíneo tem muitos amigos. O melancólico às vezes ofende as pessoas e muitos se afastam por causa de seu pessimismo, gênio e orgulho. Mas é bem fiel para com aqueles de quem gosta e que nele confiam. Por causa de sua natureza acanhada, não mostra muito seus sentimentos. Há uma coisa tocante acerca de sua amizade: tem mais do que diz e mostra
 
Sua cortesia. Não esquece promessas e deveres. É cortês, não gosta de descuido, tudo tem que estar em ordem
 

Fraquezas do melancólico
Ocupado demais consigo mesmo, ele é tentado a olhar por dentro com o resultado de aleijar a vontade e capacidade. Por estar olhando para o interior, é desprezível e prejudicial, portanto, ele pode facilmente desenvolver uma disposição nele.
 

Sensível – porque relaciona todas as impressões com seu próprio eu, facilmente fica ofendido e magoado. Portanto, facilmente supersticioso: “Por que ele fez aquilo?” “Por que ele diz isso?” Tais perguntas o sangüíneo quase nunca pensa, mas o melancólico diariamente está atormentado em si mesmo. 

Sua irreconciliabilidade – ninguém acha tanta dificuldade em esquecer um insulto como ele. É porque as impressões são profundas. Ele pensa muito e estas coisinhas começam a tornarem-se grandes, até que é muito difícil para perdoar. 

- Pessimista – por causa do seu alto ideal, vê falhas e erros em tudo. 
- Orgulhoso – seu olhar para os erros dos outros dá lugar para desprezar. Ele não vê seus próprios erros. 
- Pensativo – por natureza, vive mais no mundo de pensamentos. O melancólico é pobre em iniciativa. E ambos são pobres em companhia e conversa. 
- Ele é indeciso – reflete todos os lados do caso, todas as possibilidades, conseqüências antes de fazer, ou melhor, tomar a decisão. Quanto mais ele pensa, mais difícil torna o problema. 

O melancólico sente uma chamada para um trabalho idealístico e muito difícil. A vida ordinária é simples para ele, por isso, vai sonhando as coisas além.
 

Sugestões para ajudar o melancólico
O melancólico pode ser facilmente impressionado. As impressões deixam uma marca na sua mente profunda. As impressões que ele recebe de
 Deus não o permitem receber paz e gozo no mundo. Às vezes é impedido de tomar uma decisão por causa da sua maneira de procurar sondar e considerar todos os pontos 

Quando é convertido é muito sério acerca de sua fé. Muitas vezes refletindo sobre a sua vida, seu pecado, seu coração obstinado
 

Como crente ele sempre vê primeiro as coisas tristes e escuras. É difícil para ele ver a direção brilhante e graciosa de
 Deus. Facilmente começa a murmurar, reclamar, esquecer as misericórdias de Deus 

Com o sangüíneo, as tentações são na mente e com o melancólico são mais no espírito
 

Como crente não representa atividade, iniciativa.
 

Não há ninguém que sofra como o melancólico. Enquanto o sangüíneo imediatamente esquece a injúria, o colérico é tão cabeça dura que não o nota e o fleumático olha de alto, com um sorriso. O melancólico é profundamente ofendido.
 

Disciplina própria para o melancólico
Introspecção é o ponto fraco do melancólico. Nisso é que tem de pelejar. Quando chegar ao ponto de olhar por dentro e achar que é além de sua capacidade, então prostra-se aos pés de
 Jesus e isto é a sua salvação (Fp 4:7). A única maneira que nossos corações podem ser guardados de olhar para dentro é olhar para Cristo. Ele precisa se entregar, sacrificar-se, trabalhar por outros, acreditar que isto ajuda muito a dirigir os seus pensamentos. Quanto mais se ocupar com outros, mais fácil esquecerá a si mesmo. 

Deve pelejar contra pensamentos infrutíferos; tem que aceitar a realidade e aprender a viver no presente
 

Deve pelejar contra o criticismo e orgulho; primeiramente deve ver seus erros em vez dos erros dos outros. Tal melancólico disciplinado e corrigido torna-se um membro valoroso da igreja. Ele é completo, profundo e cheio. Em conversa nunca será o sangüíneo. Ele é de poucas palavras. Quando diz uma coisa é bem pensada, considerada, organizada, mas também tem certos pensamentos independentes e profundos que nos dão assuntos para pensar depois.
 

Ele é fiel e cortês. Ninguém vive a vida escondida em
 Cristo mais do que ele. Ele tem o dom para analisar algo. 
O temperamento colérico
Quando a experiência toca o colérico, toca a sua vontade. Imediatamente ele chega à decisão e sua decisão dirige para a ação. O colérico tem o temperamento que age.

A força do tipo colérico
Poder da vontade. Ninguém tem por natureza mais potencialidade de ser forte, firme de caráter quanto o colérico. Ele é feito para a atividade. Deseja primeiramente fazer todas as decisões a respeito de si mesmo, mas também quer tanto fazer decisões a respeito dos outros.
 

Resolução e poder para agir; enquanto o melancólico reflete e pondera todos os aspectos para ir contra, o colérico imediatamente vê o que deve ser feito. O colérico é calmo, certo e forte no tempo da decisão.
 

- Ele é prático.
 
- Ele é alerta, mente viva. Sua vontade energética que leva para pensamentos dispersos. Este pensamento não é profundo e completo. Seu julgamento de pessoas tem o aspecto prático. Estuda pessoas não para interesse dela, mas para entender a sua utilidade para ele.
 
- É resoluto, corajoso, sempre tem um meio para vencer, gosta de ser mestre da situação.
 
- Não permite ter medo.
 

Fraquezas do colérico
É severo e impiedoso. E a vida emocional é pouco desenvolvida nele. Portanto, tem pouca capacidade para entrar nas circunstâncias e situações dos outros. Não tem muita simpatia com o sofrimento físico ou espiritual. Não entende a terna e delicada vida.
 

- É impetuoso e violento. Tem um gênio muito forte.
 
- Tem muita confiança em si mesmo. Acha que vê mais claro e certo do que os outros. Nota que tem a energia que nos outros falta, por isso ganha confiança em si.
 
- É orgulhoso e mandante, porque não tem tempo nem paciência para convencer os outros, então força-os a irem com vingança.
 

Sugestões para ajudar o colérico na sua vida espiritual
O colérico é o grupo mais difícil a alcançar. Ele julga facilmente religião como uma coisa sentimental.
 

Quando aceita o Evangelho aceita com todo coração.
 

Como crente tem capacidade de ter um bom caráter cristão. Quando suas energias e fortes desejos são dirigidos por
 Deus e para Deus, então, estes caracteres têm muito valor. 

Torna-se um crente ativo. Trabalha onde quer que for.
 

Disciplina própria do colérico
Porque ele é um tipo duro, sua disciplina tem que ser forte e dura para vencer. Para pedir perdão é uma humilhação bem grande. Se ele se esforçar cada vez para pedir perdão, logo, vencerá facilmente e mais cedo.
 

Seu orgulho e desejo por poder também são difíceis.
 

Tem que lutar contra as suas tendências para atividade inútil.
 
O temperamento fleumático
O fleumático tem o temperamento sereno e uniforme. Nenhuma fase especial é efetuada pelas impressões de fora. Ele tem aquela calma e não é surpreendido como o sangüíneo, nem magoado como o melancólico.

A força do fleumático
Ele é bondoso, calmo e é agradável. É pacífico. Deseja o menos possível preocupação e não entende por que outros ficam tão agitados acerca de coisas pequenas. E não fala muito.
 

É digno de confiança porque é calmo e tem tempo para pensar completamente. O que faz é bem feito, não é descuidado, pode resolver e agir, mas nem sempre está disposto. Precisa de alguém para iniciá-lo.
 

Tem uma mente prática, não é tão profundo no pensamento como o melancólico, mas com calma considera todos os lados. O fleumático é tão desapaixonado que tem mais liberdade no pensamento, as coisas ou impressões não influenciam tanto. Ele evita a perda de tempo, tem gênio calmo e sereno e intelecto prático. Tem muita potencialidade como conselheiro.
 

As fraquezas do fleumático
Ele é vagaroso – isto é relacionado com a sua atitude com o mundo fora. Nada o surpreende e nada o espanta, nada agita as suas emoções, está sempre observando quietamente; espectador quieto. Isto pode irritar muito a vida. Ele age positivamente contra inquietação e emoção. Se o sangüíneo está muito animado, o fleumático torna-se frio. Se o melancólico é pessimista sobre as dificuldades do mundo, o fleumático torna-se mais otimista do que nunca e por isso causa raiva aos outros.
 

Sua preguiça – ele é mais preguiçoso do que qualquer outro. O sangüíneo e o colérico são ativos, o melancólico é ativo nos seus pensamentos, mas o fleumático evita todos os esforços. 

- É oportunista.
 
- É frio, mas não duro ou cruel como o colérico. É amável e pacífico quando alguém pede auxílio, mas prefere não se interessar.
 
- É indiferente.
 

Sugestões para ajudar o fleumático na vida espiritual
O fleumático é inclinado para a justiça própria. Porque sua vida é controlada ele não cai nas tentações mais grosseiras. Por isso se defende contra acusações de consciência ou pessoas.
 

Não é difícil entrar com ele na conversa sobre
 Deus, porque é congenial e quer evitar qualquer argumento ou desprezo, se mostra amável e social. Mas evita falar pessoalmente sobre a sua necessidade, porque não quer nada que vai perturbar sua tranqüilidade, e não quer nada que vai causar dificuldade para si mesmo. 

Mas se converter e obtiver o domínio próprio sobre o seu temperamento, torna-se um crente firme. Tem capacidade de viver na vida harmoniosa. Torna-se líder saliente.
 

Disciplina própria para o fleumático
É primeiramente seu amor por tranqüilidade que precisa combater.
 

Precisa combater a indiferença. Se o fleumático começa a exercitar um amor para servir seu coração se abrirá mais e mais, para as necessidades e dificuldades de outros, e ele achará que ultrapassa o gozo natural de uma vida calma e serena. Começa a entender o gozo do puro amor através de ajuda aos outros.
 
SAIBA DISCERNIR O SEU TEMPERAMENTO
Veja primeiro os pontos fortes, suas qualidades, porque é mais fácil ser objetivo quanto às qualidades do que às fraquezas. Uma vez determinadas as virtudes, procure os defeitos correspondentes:
SANGÜÍNEO – atores, vendedores, oradores, recepcionistas, desportistas;
Qualidades – comunicativo, destacado, entusiasta, afável, simpático, bom companheiro, compreensivo, crédulo, etc.
Defeitos – pusilânime (falta de decisão de coragem), volúvel, indisciplinado, impulsivo, inseguro, egocêntrico, barulhento, exagerado, medroso.
COLÉRICO – produtores, construtores, líderes, professor, ditador, político, gerente, líder de movimentos;
Qualidades – enérgico, resoluto, otimista, prático, eficiente, decidido, líder, audacioso;
Defeitos – irancudo (propenso à ira), sarcástico, impaciente, prepotente, intolerante, vaidoso, auto-suficiente, insensível, astucioso.
MELANCÓLICO – artistas, músicos, poetas, inventores, decoradores, filósofos, mestres, contador, esteticista, escritor
Qualidades – habilidoso, minucioso, sensível, perfeccionista, esteta, idealista, leal, dedicado
Defeitos – egoísta, amuado, pessimista, teórico, anti-social, crítico, vingativo, inflexível.
FLEUMÁTICO – diplomatas, administradores, professores, técnicos, cientista, líder, médico, artista plástico, dona de casa
Qualidades – calmo, tranqüilo, cumpridor, eficiente, conservador, prático, líder, diplomata, bem-humorado.
Defeitos – calculista, temeroso, indeciso, contemplativo, desconfiado, pretensioso, introvertido, desmotivado.
PERSONAGENS BÍBLICOS E SEUS TEMPERAMENTOS
Pedro – O Sangüíneo – Mt 16:13-20
Depois do Senhor Jesus Cristo, Pedro é uma pessoa que mais sobressai nos evangelhos, característica típica de um sangüíneo de clamar atenção por onde passa. Dentre os discípulos é o que deixa seus defeitos visíveis a todos, num momento é amável e alegre, no outro assusta com suas atitudes:

- Falava mais que os outros discípulos
- O Senhor conversava muito amiúde com ele
- Teve a ousadia de repreender o Mestre
- Testemunhou outro recebeu louvor tão pessoal do Salvador

Quando experimentou a plenitude do Espírito Santo não só foi o homem de maior influência na Igreja dos primeiros tempos e um desafio para os cristãos exemplificando o que o Espírito Santo pode fazer com uma vida entregue a Ele.

Características do Pedro Sangüíneo
Impulsivo
Mt 4:20 – no modo como atendeu ao chamado de
 Jesus
Mt 14:28-29 – sua reação ao ver
 Jesus andando sobre o mar
Mt 17:1-13- sua atitude diante da transfiguração
Jo 18:10 – ao reagir à prisão do Senhor
 Jesus
Mt 28:6; Jo 20:6 – ao saber da ressurreição do Senhor
 Jesus
Jo 21:1-11 – ao encontrar-se com o Senhor após a ressurreição

Desinibido
Lc 5:1-11 – sua atitude reveladora na pesca maravilhosa

Falante
Mt 16:13-20, Jo 6:66-69 – o efeito positivo do seu testemunho acerca da identidade de
 Jesus

Egoísta
Mt 16:22 – sua motivação egoísta valeu-lhe a repreensão mais severa feita pelo Senhor

Interesseiro
Mt 19:27-30 – seus questionamentos quanto aos favores por seguir ao mestre

Fanfarrão
Mt 26:33 – sua tendência a gabolice

Pedro cheio do Espírito Santo
“O que
 Deus fez por seu apóstolo sangüíneo, Ele fará por você, desde que esteja disposto a cooperar com o Espírito Santo permitindo que o seu poder o fortaleça em suas fraquezas”.

At 1:15 – o primeiro sinal de uma transformação: Pedro, um homem sangüíneo e iletrado, agora, cheio do Espírito Santo torna-se um grande pregador do Evangelho.
At 3:1-7 – a ousadia de Pedro é convertida em glorificar o Senhor
 Jesus e não a si mesmo.
At 4:5-13 – o Pedro que antes negara o Senhor
 Jesus, agora confessa abertamente que Ele é o Salvador.
At 5:40-42 – a constância de Pedro é evidente ao ser açoitado severamente pelo oficial do Sinédrio.
At 9:36-42 – a humildade e dependência de
 Deus.
2 Pe 3:15 – a maturidade de Pedro
Paulo O Colérico
Personagem bíblico que melhor ilustra o temperamento colérico é o apóstolo Paulo. Ele é de fato excelente exemplo da maneira como o Espírito Santo modifica uma pessoa de vontade férrea, após sua conversão. Saulo de Tarso era um colérico de aprimorada educação e muita religiosidade. Aparece no cenário bíblico, participando do apedrejamento de Estevão (At 7:54-58). As testemunhas deixaram suas vestes aos seus pés de um jovem chamado Saulo, o que indica ser ele o líder do grupo. Estudiosos afirmam que ele era membro do Sinédrio – o conselho dos setenta anciões de Israel. E Saulo que era jovem na época, isto seria um privilégio fora do comum.

Características do Paulo Colérico
Cruel – a Bíblia descreve Saulo como “respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor”(At 9:1-2). A maioria dos coléricos tem forte tendência a astúcia e a ardilosidade quando motivados pelo ódio ou pela intolerância. Antes de sua conversão era por instinto um líder zeloso e ativo, implacavelmente cruel com os que o contrariavam.

Força de vontade – uma das maiores vantagens do indivíduo com este temperamento é sua força de vontade, o que pode fazer dele uma pessoa muito bem sucedida. Paulo se refere a isso em 1 Co 9:24-27. Suas atitudes tinham metas definidas, Paulo sabia o que queria e para onde ia. Ele sabia que autodisciplina começa ne mente. Se você não resolver em sua mente que faça determinada coisa, provavelmente jamais conseguirá fazê-la (2 Co 10). Esta imensa força de vontade fez dele um líder com capacidade de dirigir e motivar outras pessoas.

Agressivo – ira e agressividade são características deste temperamento. Vimos que tais sentimentos o influenciaram antes de sua conversão, mas depois desta, raramente aquelas aparecem. Um desses casos é relatado em At 15, sua discussão com Barnabé. Paulo mostrou-se intolerante e inflexível. Outra erupção de ira do apóstolo se encontra em At 23, ao ser levado preso perante o Sinédrio. Isto mostra que um colérico, mesmo cristão, tem na ira um problema.

A transformação de Paulo
Apesar do grande potencial, ele é, provavelmente por natureza, o mais carente das características proporcionadas pela plenitude do Espírito Santo do que qualquer dos outros temperamentos. A carta aos Gálatas 5:22-23 – revela-nos as características necessárias ao temperamento colérico. Todas elas se encontram na vida do apóstolo após sua conversão.

Amor – o Espírito Santo, de maneira maravilhosa, transformou um indivíduo irado, amargo e perseguidor, em uma pessoa calorosa e compassiva (Rm 10:1, 9:1-3).

Paz – O Espírito Santo de Deus fez com que Paulo compreendesse que a paz não depende de circunstâncias ideais. Quando o apóstolo foi encarcerado, um sentimento sobrenatural de paz tomou conta de seu ser (Fp 4:11-12; 6,7)

Humildade – O Espírito Santo conhecia bem a necessidade que Paulo tinha de humildade, pois após sua visão do céu relatada em 2 Co 12, foi-lhe posto um espinho na carne (Rm 8:28). Paulo tinha necessidade de sempre relembrar sua dependência de Deus.

Conclusão: Paulo entregou sua férrea vontade ao Senhor Jesus na estrada de Damasco. Quando tomou esta decisão parecia ter muito a perder, porém, sua vida é um exemplo claro das palavras de Jesus “Quem perder a sua vida por minha causa, achá-la há (Mt 10:39).
Moisés – O Melancólico
O melancólico Moisés nos fornece excelente material para um estado analítico do temperamento porque as Escrituras nos dão muitas informações a seu respeito. O melancólico líder de Israel ilustra claramente a diferença que o poder de Deusfaz na vida de um homem. Depois de educado aprimoradamente durante quarenta anos na sede da cultura egípcia, este brilhante melancólico passou 40 anos cuidando de animais num deserto distante. Com 80 ouviu o chamado deDeus da sarça ardente, e durante os 40 anos seguintes foi um dos maiores líderes do mundo. Como qualquer cristão dos dias de hoje, Moisés só foi produtivo paraDeus quando controlado pelo Espírito Santo.

Características do Moisés Melancólico
Talentoso – em At 7:22, Estevão, 1º mártir do cristianismo, nos informa que Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. O Egito era na época o centro da civilização e ele absorveu todo o conhecimento dos egípcios sem se deixar dominar. A habilidade de Moisés em conduzir três milhões de pessoas através do deserto; como juiz, profeta reflete sua natureza excepcionalmente bem dotada.

Abnegado – os indivíduos melancólicos têm dificuldades em desfrutar do conforto ou do sucesso sem sentir alguma culpa. Têm freqüentemente a inclinação de se dedicar a causas que exijam sacrifício. Na vida de Moisés isto é visto claramente em Hb 11:23-27, seu exemplo de abnegação e renúncia é prova de que homem algum sai perdendo quando dá sua vida a Deus.

A lealdade de Moisés – um dos traços mais admiráveis do melancólico é a sua lealdade e fidelidade. Embora não seja fácil fazer amigos, é intensamente leal àqueles que adquire. Esta característica fez com que tivesse facilidade em ser de maneira especial devotado a Deus. A devoção de Moisés cresceu durante os 40 anos no deserto. Quando os problemas surgiram, buscava direção divina e como líder deu várias provas de sua fidelidade ao Senhor (Ex 14;16;17). Isto não significa que Moisés era perfeito. Você encontrará diversas falhas em sua vida indicando que era muito humano, durante os anos em que serviu a Deus.

Complexo de inferioridade – os talentos de Moisés são negligenciados devido ao seu excessivo sentimento de inferioridade. As desculpas que Moisés deu ao Deus Todo-Poderoso quando conversaram junto à sarça ardente são um exemplo clássico da depreciação que os melancólicos fazem de si mesmos:

1. Não tenho talento – “quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”
(Ex 3:11). Moisés depreciava suas habilidades pessoais e recuava diante da idéia de colocar seus talentos à disposição do Senhor. A resposta de
 Deus a Moisés é válida para todos os cristãos: “Certamente Eu serei contigo”(Ex 3:12) Do que mais Moisés precisava?

2. Ninguém acredita em mim – “Mas eis que não crerão nem acudirão à minha voz”(Ex 4:1)
O medo de ser rejeitado faz parte do complexo de inferioridade do melancólico. Este temor é totalmente egoísta, e quanto mais cedo for reconhecido como pecado, mais depressa experimentaremos o poder transformador de
 Deus em nossas vidas.

3. Não sei falar em público – “Nunca fui eloqüente…pois sou pesado de boca e pesado de língua”(Ex 4:10). A resposta de Deus a Moisés é hoje tão pertinente quanto foi o passado: “Quem fez a boca do homem?… Eu serei com tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4:11). Pregar e ensinar a palavra de Deus não tem nada a ver com eloqüência e sim com obediência. A resposta do Senhor a Moisés esclarece que o êxito espiritual é alcançado pelo poder de Deus e não pelo nosso potencial e nossos talentos.

4. A ira de Moisés – além do medo, a ira reprimida freqüentemente espreita o temperamento melancólico. Sua incapacidade de controlar essa emoção o impediu de entrar na terra prometida (Ex 16:20; 32:19). A ira auto-indulgente desagrada a Deus e leva a graves pecados. Nenhuma pessoa compreensiva criticaria Moisés por se irritar com aquele povo ingrato, mas Deus, O Todo-Poderoso, assim o fez, pois o Senhor lhe tinha oferecido toda orientação e poder necessário.

5. A depressão de Moisés – Moisés é um dos três grandes servos de Deus que ficaram deprimidos a ponto de se desesperar e pedir a Deus que lhes permitisse morrer. Os outros dois foram Elias (1 Rs 19) e Jonas (Jn 4:1-3). De todos os temperamentos, o maior problema das pessoas melancólicas é a depressão. O relato da depressão de Moisés é dado em Nm 11:1-15. Deus jamais pediu a Moisés que suportasse a todo aquele peso de responsabilidade, os quais eram Dele. Porém Moisés cultivou de tal forma a auto-piedade que pediu ao Senhor: “Se assim me tratas mata-me de uma vez, eu Te peço, se tenho achado favor aos Teus olhos”. Lembre-se de que a reação de Moisés, face aos acontecimentos, foi o que causou a sua depressão, e não as circunstâncias em si mesmas.
Abraão – o Fleumático
As pessoas de mais fácil convivência são as fleumáticas. Sua natureza calma e sossegada faz com que sejam benquistas por todos. Por ser um tanto introvertido, suas fraquezas e virtudes não são tão perceptíveis. Um de seus maiores problemas é a falta de motivação. Tem a tendência de olhar a situação como mero espectador, evitando a todo custo envolver-se em atividades; o medo de errar perante as outras pessoas, gera relutância em lançar-se a algum projeto. Vários homens dos tempos bíblicos parecem ter possuído boa parcela deste temperamento: Noé, Samuel, Daniel, José (esposo de Maria), Natanael, Felipe e Tiago, porém, o melhor exemplo é Abraão.

Características do Abraão Fleumático
Cauteloso – a hesitação, indecisão e o medo, naturais no fleumático, são vistos em Abraão em Gênesis 12, ao receber o chamado do Senhor, era tão dependente de seus pais que em vez de obedecer inteiramente a ordem de Deus, levou consigo seus familiares o que lhe causou sérios problemas. Muitos cristãos fleumáticos relutam diante das oportunidades, não pela falta de capacidade, mas pela hesitação de aventurarem-se pelo desconhecido.

Pacífico – uma das características mais admiráveis é o seu amor à paz. Tendem a demonstrar serenidade e calma, seu desejo de paz e harmonia é, em geral, maior do que o de possuir bens pessoais. Em Gn 13:8-9 na discussão entre os pastores de Ló e Abraão, este intervém de maneira ordeira, dando ao sobrinho o direito de escolha.

Leal – sua atitude quando pressionado, revela sua personalidade. De todos os tipos de temperamentos, os fleumáticos são os que melhor trabalham sob pressão, demonstram calma e eficiência em tempos de crise. Em Gn 14, ao saber que a terra de Ló estava em guerra e que este havia sido levado cativo, Abraão age como seu defensor demonstrando características latentes de liderança e que sua amizade ao sobrinho estava acima de suas diferenças pessoais. 

Passivo – junto à sua inclinação natural para a paz, há a passividade face aos conflitos. Em Gn 16 vemos a exagerada influência de Sara sobre Abraão, o que resultou em sérias conseqüências que permanecem até os dias de hoje. Uma das lições que os fleumáticos precisam aprender é que nada se consegue pela acomodação.

Temeroso – o fleumático possui doses generosas de medo e Abraão tinha grande problema com seus temores íntimos. Por causa da grande fome que assolava a terra, Abraão deixou de lado a vontade de Deus e foi para o Egito; por causa de seu temor a Faraó, nega que Sara era sua esposa. A covardia de Abraão resultou em sua expulsão da terra, dando um péssimo testemunho do Senhor naquela terra pagã (Gn 12). Abraão negou a Sara novamente para conseguir os favores de Abimeleque. Se não fosse a intervenção divina, os dois teriam sido envolvidos em um pecado trágico (Gn 20). Os nossos pretextos e as nossas concessões jamais melhoram o plano e a provisão de Deus.
A transformação de Abraão
O crescimento de Abraão na fé mostra-nos um crescimento gradual que Deus dá a todo crente. Uma das maiores provas deste crescimento está no sacrifício de Isaque (Gn 22). O resultado desta fé está na confiança que Abraão depositou na Palavra de Deus, agindo conforme sua promessa. A fé não precisa de respostas, só de direção.