OS HOMENS
TEM QUE SER SUPER HERÓIS?
Não importa a profissão que o homem
tenha, todos estão debaixo de grande pressão, e um número cada vez maior está
desistindo de lutar e continuar sua tarefa de viver. A taxa de suicídio de
homens é duas vezes e meia maior do que a de mulheres. Os homens sofrem mais
com estresse do que as mulheres, isso numa proporção de duas a quatro vezes.
Os homens assumem coisas demais e se esforçam para aparecerem super heróis.
Todos esperam que sejamos bem sucedidos como provedores de nossa casa e de
nossa família, que sejamos pais amorosos e dedicados, bons filhos para nossos
pais já com idade avançada, e que façamos tudo isso ao mesmo tempo que sejamos
bons membros em nossas igrejas e exemplos em nossa comunidade.
A sociedade exige homens bem sucedidos e nós envolvidos por essa cobrança nos
desgastamos acima das nossas capacidades para desempenhar o papel de vitorioso.
A sociedade avalia os homens e as mulheres através de padrões distintos e
injustos. A mulher vale de acordo com sua beleza, pelo quanto é atraente. Os
homens são medidos de acordo com seu sucesso e por quanto possui em dinheiro.
Você já notou que a sociedade criou termos ofensivos próprios para os homens;
perdedor, cansado, mole, parasita, etc... Essas palavras ofensivas são usadas
para homens que a sociedade julga serem de pouco valor, porque olham para sua
aparente falta de sucesso.
A sociedade recompensa os fortes, os sonhadores, os fortes e os confiantes e
isola aqueles que são inseguros (os que parecem ser fracos).
O problema é que sempre damos crédito ao que a sociedade diz, que o valor
pessoal é determinado pelo sucesso.
Você precisa ganhar sempre; se não, receberá o rótulo de perdedor.
Ser vencedor tem um preço. E o preço é fadiga e depressão. Esses são os perigos
físicos para nós, mas também perdemos a alegria de viver e diminuem nossa
produção em todas as áreas de nossa vida.
Mais forte do que a cobrança da sociedade no sucesso dos homens é como caímos
na armadilha e adotamos a postura de super herói. Muitos de nós ficam
profundamente preocupados quando nossas igrejas desenvolvem algum trabalho
evangelístico, o que acarretará em vinda para a igreja pessoas cheias de
problemas e crises. Um trabalho evangelístico atrai pessoas “anormais”.
O problema é que cristãos normais não enxergam que pessoas boas podem fazer
coisas ruins. Quando líderes cristãos conceituados, maduros e de sucesso são
descobertos em seus pecados nos chocam, nos deixam desiludidos e
desesperançados.
Nós da comunidade cristã olhamos demais para o sucesso, e zombamos das
fraquezas e do fracasso.
Quando enfrentamos dificuldades com a tentação ou o fracasso, esperamos
substituí-los rapidamente pela vitória.
Alguns dizem “você pode ir do fracasso ao sucesso em 30 segundos”. Não sei o
que você pensa sobre isso, mas os fracassos que enfrento não é possível que eu
os pule em apenas 30 segundos.
Os homens que vivem neste tipo de vida são vulneráveis. Ao invés de assumirmos
quem somos dizemos: “isso não pode acontecer comigo”.
A Palavra de Deus nos exorta diversas vezes a não confiarmos na nossa força.
Somos cobrados a reconhecer nossa fraqueza, em vez de disfarçá-la. Somos sempre
ajudados pelo Senhor sempre que nos lembramos que somos fracos. Quando pensamos
que somos fortes, que estamos além das fraquezas e do fracasso, estamos prestes
a cair.
Esse falso orgulho afligiu a igreja de Laodicéia no Novo Testamento. Jesus os
repreende por se considerarem ricos e não terem necessidade de nada. O Senhor
lhes diz: “Voce é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e está nu. O
homem sábio vê a si como alguém necessitado.
Paulo tinha um passado de conhecimento teológico extraordinário como fariseu
filho de fariseu. Falou com Deus face a face em uma visão. Mas fez uma oração maravilhosa
pedindo a Deus que o livrasse do espinho na carne. Deus o respondeu de uma
forma inesperada. Não, essa foi a resposta. Disse o Senhor; “Paulo Eu não
tirarei sua fraqueza, minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se
aperfeiçoa na fraqueza”.2 Co. 12:9
O que Paulo declarou? Ele disse: “Eu me gloriarei ainda mais alegremente em
minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. ... Pois, quando
sou fraco é que sou forte”. 2 Co 12:9,10
Temos que olhar para a condição em que vivemos, apesar de Cristo viver em nós e
sermos novas criaturas, permanecemos mistos, quer dizer, vivemos com a nova e a
velha natureza. Essa nossa natureza velha é que queremos que nunca ninguém
descubra, ela nos empurra para o pecado e a destruição.
Nós cristãos nos referimos a velha natureza da boca para fora, achamos que ela
foi domesticada, e que agora somos cristãos dedicados. Nós falamos: “deixei os
meus dias de pecado pra trás, agora sou nova criatura e não peco mais, não sou
mais capaz de cometer algum pecado terrível.
Mas precisamos entender que temos um lado sombrio, uma inclinação para o mal
que nunca será erradicada nesta vida. Na carta que escreveu aos Éfesos Paulo os
advertiu que mesmo depois de nos tornarmos cristãos, nosso lado obscuro (o
velho eu) torna-se ainda mais corrupto, e não melhor do que era. Efésios 4:22. Nós cristãos somos capazes de cometer atos horríveis quanto qualquer
outra pessoa.
Na carta de João vemos que ele coloca as coisas bem claras: I João 1:8 – Se afirmamos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a
verdade não está em nós. O apóstolo Paulo quando confessa sua própria luta com
seu lado sombrio no capítulo 7 de Romanos ”Pois o que faço não é o bem que
desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo”. Romanos 7:19
Nós seremos assim até o dia que morrermos.
Muitos de nós passaram anos de sua vida tentando melhorar o visual e fazer
coisas para esconder o lado sóbrio e mostrar apenas o nosso lado bom.
Precisamos tomar cuidado pois na igreja podemos nos tornar mais espertos em nos
parecer bons ao invés de nos tornar santos.
Deus quer transformar nosso caráter, mas estamos ocupados demais gastando tempo
e energia para parecermos bons.
Podemos passar anos de nossas vidas gastando todo o tempo imaginando que vamos
receber louvor, afirmação e aprovação se nos dedicarmos a agradar todo mundo.
Certamente receberemos muitos elogios pelo caminho da vida mas eles não serão
suficientes para preencher nosso vazio.
Os fariseus eram dependentes de aprovação nos dias de Jesus. João 12:43 – Preferiam a aprovação dos homens do que a aprovação de Deus”.
Tudo começa a mudar na nossa vida quando deixamos de nos preocupar com o que as
pessoas acham de nós.